Inspiração, de onde ela pode vir?

Essa é uma questão e tanto. Aqui é uma reflexão “aos pedaços”.

Toda vez que abro essa página do blog, escrevo mais um tanto, na tentativa de me tornar legível – sei que é difícil, mas não impossível. Inventar, criar, fazer,errar, refazer, faz parte da trajetória de todos que buscam se aprimorar numa determinada linguagem.

Tenho um caderno e vez por outra, anoto frases, rabisco um desenho e fico alí projetando o que está só nas ideias, pois elas existem mas as vezes… eu também me esqueço delas. Processo de criação, de feitura de uma peça nova ,precisa de registro. Um amigo querido me diz que hoje em dia não se usa caderno, que seus alunos usam o celular. Contudo, eu sou dos anos 80 …então caderno é amigo e livro de verdade também!

O mundo das palavras, pelo menos para mim, funciona como um alongamento para ginástica. Para essa ginástica chamada Processo de Criação! Precisamos nutrir a “cachola” de possibilidades artísticas para nos tornarmos mais sensíveis ao mundo ao nosso redor e que as formas e palavras que desejamos tanto “pousem e nos façam de ninho”.

Há autores que produzem verdadeiras pérolas, uma bem bonita que faço questão de reler….“Memórias de Emília” de Monteiro Lobato, aonde a boneca Emília filosofa sobre a vida juntamente com o Visconde.
“A vida das gentes nesse mundo, senhor sabugo, é isso.
Um rosário de piscadas.
Cada pisco é um dia.
Pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre.
–E depois que morre? – perguntou o Visconde.
–Depois que morre vira hipótese. É ou não é?
O Visconde teve de concordar que era…”

Sentiu o alongamento?
Desse mundo inusitado da Literatura, capaz de nos transportar pelas palavras para imagens individuais e possivelmente poéticas…daí caminha um pouco da minha inspiração. Outro gosto que tenho são os poemas e principalmente os vídeos da Viviane Mosé, ela declama com tanta vontade que não dá para não sentir a palavra marcada em você.Olha um link para deleite https://www.youtube.com/watch?v=qUsdgtYSPP4

E agora? Vc está mais aquecido? Corre para o ateliê!

Outro ponto importante, inspiração é o que te faz ferver as ideias. É aquele filme maravilhoso, que te fez sair do cinema e não esquecê-lo em 5 minutos andados quarteirão acima. É aquela música que te emociona. Escrevo dessa maneira, pois acredito que haja uma grande confusão sobre o tema. Não é a cópia de um conceito, muito menos de uma forma. É algo que te faz mais sensível para parar e pensar.E pensar de maneira artística!Criando relações. E como diz meu amigo querido, Rosivaldo, “…referência é um ponto de partida. A partir dele cria-se infinitas relações, que são pessoais e particulares”. A vivencia do cotidiano no ateliê, das aulas de artes, explica em muito esse processo e essas ideias que tento colocar aqui.

É bem capaz que eu esteja escrevendo em grego para muitos, contudo, essa é  a décima vez que retorno nesse texto. E acho que ele está melhorando, rs …

Penso, que me debruçar no processo da oficina, nessa artesania diária, seria como seu eu conseguisse juntar os cacos cotidianos e colocasse paciência aonde não se têm.

Cada um de nós tem seu tempo de maturação das ideias e a pergunta que me faço constantemente e que anda colada na porta do meu guarda roupa: quando é que colocamos no mundo a melhor versão de nós mesmos?

Patrícia Henriques

(Lembro que não fiz Letras, mas que retornarei “N” vezes nesse texto pra deixá-lo mais legível…acho que estou no caminho…)

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